
alimento natural
Inicialmente o “alimento natural” era aquele “nascido da natureza” sem a interferência humana. Hoje o alimento é produzido através de um trabalho conjunto entre a “natureza” e o “ser humano”; por isso, com ciência e tecnologia.
Um dos primeiros indícios dessa parceira deu origem à agricultura que, no início, era bastante rudimentar. Usavam-se ferramentas de pedra, madeira e ossos para cavar e plantar. Assim, a interferência humana era mínima. Podemos dizer que era uma agricultura natural. Mas essa agricultura natural também evoluiu com ciência e tecnologia.
Da mesma forma que as técnicas de cultivo, os métodos de conservação e processamento de alimentos também foram se desenvolvendo, mas os alimentos começaram a perder suas características originais. Aqui reside um ponto de atenção: quando exatamente um alimento deixa de ser natural e passa a ser artificial?
Se partirmos de uma visão mais radical, uma simples técnica de desidratação ou congelamento poderia já descaracterizar o alimento como natural; por outro lado, não poderíamos dizer que ele seja artificial.
Temos outras situações relevantes: será que um alimento in natura, cultivado com fertilizantes químicos e agrotóxicos, pode ser chamado de natural? Um alimento que passou por ultraprocessamento pode ser considerado natural?
Diante desse cenário, surgiram métodos que não fazem o uso de agrotóxicos, os processamentos são mínimos, utilizam conservantes naturais e outras técnicas que buscam manter as características originais dos alimentos.
Acreditamos na importância de um desenvolvimento ainda maior da ciência e das tecnologias de alimentos para que, mesmo vivendo nas cidades, as pessoas possam ter acesso a um alimento “natural”, que esteja dentro dos pilares da “saudabilidade”, “sustentabilidade” e “segurança alimentar e nutricional”.